Plano Safra 2026/27: amanhã, entre R$ 570 bi e R$ 652 bi — e o que mudou nos juros
O governo federal lança o Plano Safra 2026/27 amanhã, 30 de junho, às vésperas do início do novo ano agrícola em 1º de julho. As estimativas consolidadas apontam para recursos entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões — crescimento de pelo menos 10% sobre o ciclo anterior (R$ 516 bi). A principal mudança negociada pelo Ministério da Agricultura junto ao Ministério da Fazenda: redução de 2 pontos percentuais nas taxas de juros em relação ao ciclo 2025/26, com expectativa de faixa entre 6% e 11% ao ano para a agricultura empresarial. O ciclo anterior praticou as taxas mais altas dos últimos anos.
O Plano Safra não é só crédito — é o termômetro de quanto capital vai entrar no campo no próximo ciclo. Com margens pressionadas pela queda nas cotações de milho e soja, juros menores representam oxigênio direto para a decisão de custeio e investimento. Para empresas de tecnologia que vendem ao agro: o volume de crédito disponível determina o apetite do cliente para adotar novas soluções. Quando o crédito aperta, o tomador de decisão congela. Quando afrouxa — especialmente com juros menores — a janela de venda abre.
valor final e taxas por linha de crédito publicados amanhã + abertura das primeiras operações em 1º de julho + reação das cooperativas e tradings ao texto publicado.
